
Estive esta semana em Aveiro, mais concretamente no Domingo, fui assistir ao encontro de diversos movimentos existentes pelo VOTO SIM no que se prende com o referendo do aborto. Sim na verdade alguns de nós abdicam de algum do seu tempo em prol do bem-estar comum. E não fui o único a sala que os recebeu tornou-se pequena para tanta gente, tantos eram os que estavam de pé, e os que já não conseguiram entrar ficaram pelo entra e sai. Foram apresentados os argumentos e as razões pela qual é importante antes de mais IR VOTAR, e depois porque se DEVE VOTAR SIM
Contudo a questão que vai ser apresentada a mim apresenta uma segunda questão! A pergunta será esta:
«Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?».
Desde já devo dizer que o meu VOTO É SIM!
Depois tenho que descordar com a palavrita, “voluntária”! e perguntão ocês porquê? Perguntão e perguntão muito bem, pois que me conste não existe voluntariedade alguma em por termo a uma gravidez, pela dor física, pelas complicações pós acto, pelo sentimento intelectual que motiva a acção, e pela acção em si. Logo a questão devia dizer “… interrupção pensada da gravidez,…” porque se não como esta a fazer as equipas das tias ricas capazes de ir a Espanha, e que estão pelo NÃO (não tem maneira de por isto mais pequeno), é fazer crer os mais incautos que isto de fazer abortos é um desporto não reconhecido pela FIFA ou por outro qualquer organismo desportivo, quando as causas e os abortos estão envoltos de muita dor por parte de quem os faz, e é no momento uma mina de dinheiro para quem os realiza á margem de toda e qualquer lei. Por isso é tão importante que no dia 11 de Fevereiro estejamos todos e todas, jovens e menos jovens conscientes de que devemos ir votar e votar pelo sim, para darmos as tantas mulheres que por razões sociais e educativas, por razões familiares e económicas, e por todas as outras razões que não nos cabe a nós julgar,... para darmos aquelas mulheres que foram enxovalhadas em praça publica, que foram julgadas e condenadas, e a tantas outras que morreram ou ficaram com sequelas para o resto da vida, a nível de saúde, para darmos a tudo isto a razão de que valeu apena, tudo pelo que passaram, porque no dia 11 de Fevereiro a democracia e a LIBERDADE em Portugal deu mais um passo no respeito pelo ser humano, e no caso pelas MULHERES.
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