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Fome (parte 2) A Miseria!
Tudo pode começar bem ao nosso lado, pelo abandono, pela falta de “família” (seja ela qual for), pela falta de atenção, porque apenas somos todos diferentes e reagimos de forma diferente a estímulos diferentes e por isso por vezes deixamo-nos abandonar a nós próprios. Por todas a razões e mais uma podemos um dia acabar na sarjeta. Desistimos de lutar por sobreviver, e mesmo quando temos família, desistimos dela, e saímos sem rumo, ou o comboio de um vício qualquer leva-nos e perdemos o sentido do caminho de volta. Quantos não serão os que um dia acordaram numa cama quente ao lado de quem amam e á noite já não voltaram, porque apenas decidiram dizer, BASTA! E deixaram para trás o carro, a pasta do escritório, os cartões de credito e apanharam o comboio para o destino mais longe de casa e ai iniciaram um vida de mendigui-se, arrumaram carros, pediram na porta da igreja, quem sabe ate roubaram, porque se fartaram de trabalhar, trabalhar, e trabalhar, e nunca viram nada daquilo que desejavam para a sua família, ou simplesmente desistiram de ter de receber ordens de ter de cumprir horários, de ter isto e de ter aquilo e partiram, para um suicídio lento, e de certa ate inconsciente. A miséria a que chegaram, envolvidos pela renuncia das regras sociais, ou enroscados numa qualquer dependência, deixou-os a dormir na berma de uma estrada, na entrada de um prédio, ou num prédio abandonado, …